Inteligência artificial na Pracinha
Usamos inteligência artificial em sítios concretos, e não em todo o lado. Esta página diz onde, para quê e com que limites — para ninguém ter de adivinhar.
1. Onde há IA
- Assistente do lojista (dentro do painel e no Telegram): responde a perguntas sobre a loja, cria rascunhos de produtos a partir de uma foto e transcreve mensagens de voz. Fala com o dono da loja, não com clientes.
- Assistente virtual da loja (Plano Max): responde a perguntas de clientes na página da loja, com base no que o lojista escreveu sobre o negócio.
- Procura: encontramos produtos parecidos com o que escreves, mesmo que não uses as palavras exatas.
- Sugestões de página: propõe textos e secções para a montra da loja. As propostas só ficam publicadas depois de o lojista aceitar.
2. O que a IA não faz
- Não decide preços, não publica nada e não apaga nada sem confirmação de uma pessoa.
- Não aceita nem recusa encomendas ou marcações — quem decide é a loja.
- Não avalia pessoas, não faz perfis de crédito nem qualquer decisão com efeitos legais.
- Não finge ser humana. Se perguntares se és atendido por uma máquina, a resposta é sim.
3. Pode enganar-se
Estes sistemas geram texto por probabilidade e às vezes erram com confiança. Confirma sempre o que interessa — preços, stock, horários, disponibilidade de marcação — antes de agir. Se a resposta não bater certo com a loja, é a loja que tem razão.
4. Falar com uma pessoa
Nunca ficas preso ao assistente: cada loja tem telefone e email na sua página, e podes sempre usar o nosso Fale connosco. O assistente da loja encaminha o teu contacto quando não sabe responder.
5. A tua voz
As mensagens de voz são enviadas para um serviço de transcrição automática, convertidas em texto e descartadas — não guardamos o áudio. Fica o texto, no histórico da conversa, como se tivesse sido escrito. Antes da primeira gravação aparece este aviso, e gravar é sempre uma escolha: dá para escrever tudo o que se pode dizer.
6. Que modelos usamos
Atualmente usamos modelos da OpenAI para gerar texto e para transcrever voz. Os dados seguem ao abrigo de um contrato de subcontratação (art. 28.º RGPD) e não são usados para treinar modelos. Se mudarmos de fornecedor, atualizamos esta página. Os detalhes de tratamento de dados estão na Política de Privacidade.
7. Para lojistas
Ao ligares o assistente virtual da tua loja passas a ser responsável pela implantação de um sistema de IA (art. 3.º/4 do Regulamento (UE) 2024/1689). Na prática, o que isso te pede é simples e a Pracinha já te dá as ferramentas:
- O assistente identifica-se sempre como virtual — o editor de personalidade recusa instruções para ele se passar por pessoa.
- Vê as conversas no painel e corrige o que o assistente respondeu mal: o que ele sabe vem dos textos que lá puseres.
- Não lhe dês dados sensíveis de clientes nem lhe peças que prometa o que não podes cumprir.
- Quem trabalha contigo deve saber que o atendimento tem IA e o que fazer quando ela falha — é o dever de literacia em IA (art. 4.º). Esta página serve-te para isso.
8. Reclamar ou pedir explicações
Escreve-nos pelo Fale connosco e diz o que aconteceu. Tens ainda o direito de apresentar queixa à autoridade competente — em Portugal, a CNPD para dados pessoais.
Referências: Regulamento (UE) 2024/1689 (Regulamento da IA), art. 4.º e art. 50.º; Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD).